Localidades do Conselho de Vagos
S. André
www.vagueira.com
é propriedade de
Armindo Mirassol

Email:info@vagueira.com
Pode desde já , ter um enderesso
www.seu nome.vagueira.com
Peça informações aqui
Email:info@vagueira.com
As emissões são transmitidas dos Estúdios da Radio 90.7 na cidade de Bremerhaven , Alemanha . Em 90.7 Mhz por Antena




                                                                         
96.95Mhz por Cabo e via Internet em www.vagueira.com
Santo André
Junta de Freguesia de Santo André de Vagos
Rua de Sá Carneiro
3840 SANTO ANDRÉ DE VAGOS

População:
Actividades económicas:
Festas e Romarias:



Outros Locais:
Artesanato:
Colectividades:
Orago:
População: 1668
Actividades económicas: Agricultura
Festas e Romarias: Santo André (30 de Novembro), S. Romão (1.º domingo de Agosto), Senhora das Dores (3.º domingo de Setembro) e Imaculado Coração de Maria e S. João Baptista (1.º domingo de Julho)Património: Foral S. Romão, Casa dos Margaças e antiga igreja matriz
Outros Locais: Moinhos de vento e vale do Boco
Artesanato: Cestaria
Colectividades: Associação Desportiva e Recreativa de Santo André
Orago: Santo André
Esta freguesia só muito recentemente - 4 de Outubro de 1985
- obteve a sua autonomia administrativa. Porém, em termos eclesiásticos, esse desiderato foi conseguido a 29 de Junho
de 1956, quando D. João Evangelista de Lima Vidal, bispo de
Aveiro, atento ao desenvolvimento e aumento populacional da
zona, instituiu a paróquia de Santo André de Vagos.
A freguesia é constituída pelos lugares de Ervedal,
Sanchequias, Santo André, S. Romão, Vergas e Vigia.
Os seus limites, a nascente, seguem o curso do rio
Descritivo Histórico
Boco, afluente da ria de Aveiro. A paisagem é notável, o que
levou Sant’Anna Dionísio a anotar no Guia de Portugal:
“Há ribas macias de relva, angras de água dormente e biombos de arvoredo, em sucessivos planos, para as bandas das terras baixas do Boco, que estão à espera, parece, dum pintor com escritos ou em férias“.
O território da freguesia parece ter sido povoado desde tempos muito recuados. É possível que por aqui tenham andado Gregos e Fenícios, estes por volta do século IX a . C. e, junto ao Boco, no lugar de S. Romão, terá mesmo existido um porto muito frequentado por esse último povo.
A Toponímia, como ciência auxiliar da História, encontra aqui um largo campo de observação. Entre S. Romão e Quintã existem restos de uma ponte, denominada “Pontes do Porto”. Próximo deste local há uma fonte a que chamam “Fonte do Rio D’Alem“. Entre Ouca e S. Romão temos um sítio chamado “Ilhote“, onde terá existido uma ilha na qual estaria sediado um estaleiro naval romano; a este local ainda hoje chamam “Embarcadou-ro“. O lugar de Vigia pensa-se que deve o seu nome a uma torre que defendia esta região dos ataques de pirataria, e o topónimo Sanchequias estará intimamente ligado à presença de D. Sancho I nestas paragens.
Este nosso segundo rei, outorgou foral a S. Romão, segundo uns, em 1190, segundo outros, em Janeiro de 1212. Datas à parte, do que não restam dúvidas é que o senhorio da povoação foi entregue a João Fernandes e sua esposa Marinha Moniz. Seguidamente, a posse seria de Fernando Anes passando posteriormente a pertencer aos Crúzios do Mos-teiro de Grijó.
Nogueira Gonçalves no "Inventário Artístico de Portugal", refere-se tanto a S. Romão como a Santo André, isto ao tempo em que a freguesia era meramente eclesiástica. Sobre a igreja dedicada a Santo André, diz que “se levanta isolado o pequeno templo, voltado a poente, em montículo definido por breve córrego que desagua na ribeira do Boco. Obra corrente, muitas vezes renovada, de torrezita à direita, lado a que se lhe encosta o cemitério. A escultura do padroeiro, de calcário, data do século XV final“. Actualmente e desde 1983, possui a freguesia uma artística e moderna igreja, digna de ser visitada.
Quanto a S. Romão, o mesmo autor diz: "Aldeia desta nova divisão de Santo André, junto ao sulco de água referido, cujas rendas andaram anexas à Senhora de Vagos. A capela é de tamanho comum, muito renovada e modernizada. Uma das casas conserva, no topo, duas janelas de vão e de pano de peito rectangulares e, intermediamente, um escudo de armas do final do século XVIII, tudo em pedra de Ançã".
Esta casa é uma das mais antigas do concelho de Vagos e, segundo a tradição, aí terá funcionado a cadeia. A voz do povo, transmitida através das gerações, diz também, que na freguesia existiu uma ermida dedicada a Santo André, que terá sido um hospício dos Templários. Sobre isto, já em 1890 dizia o Abade de Miragaia que "não há, porém, o mínimo vestígio deste hospício, se é que ele existiu"
Descritivo Histórico