Localidades do Conselho de Vagos
Gafanha da Boa Hora
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Armindo Mirassol

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Gafanha da Boa Hora
Junta de Freguesia de Gafanha da Boa Hora
3840 GAFANHA DA BOA HORA
Telefone:
234797818
População:
Actividades económicas:

Festas e Romarias:
Outros Locais:

Gastronomia:

Artesanato:
Colectividades:

Orago:
Feiras:

População: 1725
Actividades económicas: Agricultura, Pesca , Comércio e Turismo na
época balnear
Festas e Romarias: Nossa Senhora da Boa Hora (Agosto)
Outros Locais: Praias da Vagueira, praia do Areão, Ria , Parque de
Campismo e Parque de Merendas
Gastronomia: Caldeirada de enguias , leitão assado e frango de
churrasco.
Artesanato: Bonecas de pano
Colectividades: Associação Desportiva e Cultural da Casa do Povo da
Gafanha da Boa Hora
Orago: Nossa Senhora da Boa Hora
Feiras: Semanal, aos fins-de-semana
Descritivo Histórico
Foi conhecida pelo nome de Vagueira,
tendo sido criada a freguesia eclesiástica
em 2 de Fevereiro de 1948.
Quando a Capela do Senhor dos Aflitos foi
transferida do Arião para o Poço da Cruz,
“o povo da Vagueira pensou desde logo
na construção de uma capela sua, o que
se efectuou em 1891”, conta o
Pe. João Vieira Resende, na “Monografia da Gafanha”. E continua o autor, relatando os factos que estiveram na origem da escolha da Senhora da Boa Hora para invocação da capela: “Foi interessante a maneira como foi escolhido e dada preferência ao nome do orago do seu templo. Construído este, passavam-se os meses com opiniões, propostas e alvitres os mais contraditórios, sem que nada se decidisse sobre o nome do orago, pelo que não era aberto ao culto. José dos Santos Tendeiro, dali, tanto na Vagueira como na Costa Nova, em cujas campanhas trabalhava, repetia sempre a apóstrofe graciosa: “a capela está feita; o diabo é o Santo”. A chalaça, irreverente e grosseira, nem sequer podia ter a atenuante de ser pronunciada, mais por um ignorante ou vil gracioso, do que por um malicioso e mau. No entanto a grosseria repetia-se, e foi ela que decidiu a questão. Fernando Vergas, rachador de lenha, da Gafanha da Nazaré, ou no exercício do seu ministério na Vagueira, ou na pesca na Costa, teve uma ideia luminosa, e em presença do gracioso resolveu a dificuldade. “A vossa padroeira, disse, será Nossa Senhora da Boa Hora, e as vossas mulheres terão uma boa protectora nas horas de aflição”. É escusado dizer que se referia às parturientes. E hoje a capela é dedicada àquela celeste padroeira”.
O Forte Velho foi levantado nas areias da orla, acima do paralelo da capela, para norte, sem atingir a linha da pequena barra da Vagueira. Não passava de um fortim de que resta o reparo de areia amontoada, já sem revestimento algum; simples polígono, distinguindo-se voltado ao mar a forma da escarpa e o desenho de pelo menos três das faces o que já não se adivinha na parte contrária.
O Pe. Vieira Resende faz também referência na obra citada, à capela da Barra da Vagueira. Diz ele:” Muito poucos têm conhecimento desta capela, que se diz ter sido construída pela entidade que ao tempo superintendia na Barra da Vagueira, para utilidade do respectivo pessoal e dos limitadíssimos moradores da Gafanha. A tradição está de harmonia com esta doutrina que é o caso da Senhora das Areias. Ignora-se a data da sua fundação. Só se sabe que por volta de 1786, Manuel das Neves Ferro Velho veio do sul da antiga freguesia de Vagos fixar a sua residência na Gafanha e construir a sua casa sobre os alicerces (de pedra vermelha) da referida capela. Seria construída em 1643 quando a Barra ali se fixou? Deve ter sido a primeira capela da extensa região da Gafanha”.
A praia da Vagueira, que dista sete quilómetros da vila de Vagos, constitui um dos grandes atractivos do concelho e, naturalmente, da freguesia. É frequentada por muitos turistas nacionais e estrangeiros que ali encontram uma praia de características originais, proporcionando o mar e a ria. A existência de um parque de campismo vem proporcionar ainda melhores condições para a fixação dos veraneantes na época estival.